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Um livro marcante, que tem gerado muitos frutos

O  livro São Paulo deve ser destruída - a história do bombardeio à capital na Revolta de 1924 (Record, 2015, 2.ª edição), de autoria de nosso fundador, Moacir Assunção, tem gerado muitos frutos, quase tantos quanto Os homens que mataram o facínora - a história dos grandes inimigos de Lampião (Realejo, 2022, 3.a edição", que é o seu best-seller, ou seja, o mais vendido. A obra sobre a chamada Revolução Esquecida é uma das bases de pesquisa para a peça de teatro Cidade Soterrada, da A Próxima Companhia, grupo de teatro sediado nos Campos Elíseos, região central da capital. Na peça, que ficará em cartaz até segunda-feira passada (dia 14/04), um grupo de super-heróis inusitados volta do passado, mais exatamente de cem anos atrás, para combater o esquecimento e o descaso dos poderosos com as lutas populares. Não à toa, o deputado João Simplício, aliado do então presidente da República Arthur Bernardes, previu, em 1924, que a revolução ficaria 100 anos esquecida. E o pior é que ele acertou.


Apesar de a cidade ter sido covardemente bombardeada nesse episódio histórico, com algo em torno de mil mortos, 5 mil feridos, 250 mil paulistanos abandonando a cidade (de uma população de 700 mil) e 2 mil prédios destruídos, a cidade esqueceu essa história. A apresentação da peça é na Rua Helvétia, com um grupo de atores que têm uma veia circense e, em meio à diversão, fazem uma crítica poderosa ao esquecimento usado como arma de manipulação ideológica não só na Revolução, como em Canudos, no Contestado, na Revolução dos Búzios e nos conflitos urbanos da Cracolândia.

O autor do livro esteve em duas ocasiões na apresentação, acompanhado de amigos, entre eles Yuri Abyaza Costa, neto de Miguel Costa, personagem da Revolução. Os atores fizeram questão de citá-lo em agradecimento. “Fiquei muito feliz, o reconhecimento é sempre muito bom. Estendo a citação, também, aos meus colegas e amigos Maria Clara Spada de Castro e Dácio Nitrini, igualmente atores de bons livros sobre a Revolução de 1924.” Gratuita, a peça ficou duas semanas em cartaz, de quinta até domingo, a partir das 19 horas, e a concentração era na rua Helvétia, 937, bem embaixo do Elevado Presidente João Goulart, o famoso Minhocão, e na esquina com a Avenida São João. “ No dia que o paulistano se apaixonar por sua cidade, que é espetacular, teremos um lugar melhor para viver. A propósito, o livro está na segunda edição e é tido como um dos mais completos sobre o tema”, explicou Assunção. A obra é fruto de sua dissertação de mestrado na PUC-SP.




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