Lançado o primeiro livro da Minemosine, Onze olhares sobre a Revolução de 1924
- Minemosine

- 17 de jul.
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A Minemosine – Memória, História e Produções Culturais, empresa fundada há cerca de um ano e meio, especializada em livros, documentários, turismo histórico, cursos e outros produtos culturais lançou, enfim, o seu primeiro livro. Trata-se da obra coletiva Onze olhares sobre a Revolução de 1924, organizado pelo professor Aarão Miranda e por nosso fundador, o jornalista e historiador Moacir Assunção. O livro conta com textos de alguns dos melhores pesquisadores do tema, entre os quais Maria Clara Spada de Castro, Sérgio Marques, José Paulo Dias, Renan Aguiar e Fábio Maciel, Ramatis Jacino, Mário Maurici de Morais e Eduardo Correia, J.A. Dias Lopes, Wagner Barreira, Iuri Abyaza Costa, Aarão Miranda e o próprio Moacir Assunção, especializado no tema. São historiadores, professores, advogados, jornalistas e outros profissionais, todos especializados no assunto.
O livro, que será lançado oficialmente em agosto, provavelmente na Pizzaria Bendita Maria, na Rua dos Trilhos da Mooca, que é um prédio histórico do período, já está em circulação e é a primeira ora a contar com o selo Minemosine. Além dos textos, conta com fotografias da época, algumas praticamente inéditas, gentilmente cedidas pela Fundação Energia e Saneamento, e reúne 11 textos entre ensaios, artigos, um discurso do general Miguel Costa, um dos principais personagens da Revolta, e um extrato de romance em construção sobre a Revolução de 1924. A obra nasceu a partir de um evento realizado, em maio do ano passado, na Universidade São Judas, onde Assunção foi professor por 18 anos, promovido pelos professores Aarão Miranda, de Direito, Maria José Giaretta, de Relações Públicas e o próprio fundador da Minemosine. O prédio da pizzaria era, na época, o Externato Mattoso, duramente atacado durante o conflito.
A ideia foi do Aarão, a partir de uma proposta da Maria José (Zezé) Giaretta, que colocou seus alunos de Relações Públicas para organizar, sob sua supervisão, o evento, batizado como Centenário da Revolução Paulista – Revisitando a História que foi um sucesso, ao reunir um parlamentar, o deputado estadual (PT), Mauro Maurici, que promoveu uma sessão solene na Assembleia Legislativa sobre o centenário da Revolta, os pesquisadores Sérgio Marques, tenente-coronel da PM e especialista no tema, o advogado mooquense José Paulo Dias, Yuri Abyaza Costa, neto do general Miguel Costa, entre outros para discutir o centenário da chamada Revolução Esquecida além de um grande público. Assunção não está mais na instituição desde o ano passado, mas Aarão e Zezé continuam lá.
Com 400 páginas e os textos organizados de forma cronológica, do início para o fim do conflito, o livro tem, ainda, uma entrevista exclusiva com a historiadora e professora aposentada da Universidade Federal Fluminense (UFF) Anitta Prestes, filha do revolucionário tenentista Luiz Carlos Prestes, também personagem da Revolução de 1924 no Rio Grande do Sul. A união dos revoltosos paulistas com os gaúchos de Prestes gerou a Coluna Miguel Costa – Prestes, que percorreu 25 mil quilômetros pelo Brasil, em desafio ao então presidente Arthur Bernardes, internando-se na Bolívia após o fim do seu governo.
O que foi a Revolução de 1924 - A Revolução de 1924, o segundo levante tenentista da história do Brasil, que durou entre 5 e 28 de julho daquele ano, causou, segundo dados oficiais, 503 mortes, 2,5 mil feridos e a fuga de 250 mil paulistanos da cidade, que tinha uma população de 700 mil habitantes. Também levou à destruição de cerca de 2 mil prédios, quase todos civis. Aliás, dos mortos e feridos, dois terços eram civis, sem relação com a revolta. Para combater a sublevação de soldados do Exército e da Força Pública (atual Polícia Militar), o governo federal, comandado por Arthur Bernardes, determinou o bombardeio da cidade, com modernos canhões franceses, a partir dos bairros da Penha e da Vila Matilde, bairros de topografia alta, contra a cidade. Foi usado o método do bombardeio terrificante, em que o Exército atirava a esmo contra a cidade – semelhante ao que faz Israel em Gaza, na esperança de que a própria população expulsasse os rebeldes para evitar um confronto direto com o Exército nacional. Na época, a legação americana calculou em cerca de mil as vítimas fatais.
Editado pela Editora Psi-7, parceira da Minemosine, o livro deverá ficar em torno de R$ 40. Eventuais interessados podem me procurar ou esperar os lançamentos, que estão previstos, além da pizzaria, para a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Guarulhos, Universidade de São Paulo (USP), entre outros locais que iremos avisando pelas redes sociais.





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